FANATISMO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NA E.E.LEOPOLDO SANTANA. ESCOLA JÁ DENUNCIADA POR NÓS.

A intolerância religiosa é uma das piores possíveis. Uma violência que se não fosse em escola pública estadual de São Paulo, seria de estranhar.
Não é.
Na Escola Estadual pode tudo.
Filosofia é a ciência da moral. Como pode uma professora dessa matéria exigir que aluno vá na igreja que ela frequenta com a desculpa que é um trabalho de escola?
UM DOS EMAILS QUE RECEBÍ :

Olá cremilda eu sou um aluno do colegio E.E. Prof leopoldo santana eu era meio contra esse seu blog mas agora preciso da sua ajuda e peço para que a senhora não me identifique mas a professora xxxxxxx professora de filosofia do período de manhã está querendo obrigar os alunos a irem para a igreja adventista para fazer trabalho e outra católica e uma terceira denominação religiosa que é livre mas se não for na católica ou na adventista pode esquecer que irá tirar zero e outra ela ainda diz que os católicos adoram imagem com um tom de deboche não sei qual é a sua religião mas isso não seria intolerância religiosa? pelo menos eu sou católico e me senti ofendido com isso. o que nós alunos podemos fazer e oque a senhora irá fazer por nós? pois sei que a senhora é uma defensora dos estudantes eu e todos os alunos aguardamos o vosso contanto por favor responda esse email. muito grato por vossa atenção e outra antes que eu me esqueça em pleno mês de abril e tem uma sala (3ºF) que até agora não tem professor de geografia pf responda esse email o mais rápido possível pois até terça (17/04/12) temos que ir na igreja dela ???

Anúncios

9 Comentários

Arquivado em Professorinha-santa

9 Respostas para “FANATISMO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NA E.E.LEOPOLDO SANTANA. ESCOLA JÁ DENUNCIADA POR NÓS.

  1. Eduardo

    Cremilda, se existe lei que manda o funcionário provar que é inocente, esta lei HOJE não vale.
    Hoje vale a seguinte regra: quem alega, prova.
    É razoável supor que aluno costuma ser o elo mais fraco, pois os relatos que fiz sobre os professores são exceções. A regra é de professor despreparado e folgado – que deveria devolver troco ao receber salário -, titular de cargo efetivo que se acha senhor de privilégios infundados.
    Tenho consciência de que a exceção, lá, hoje pode não ser a regra. O Leopoldo é uma dentre tantas escolas públicas e no meio de uma ilha de pobreza; já foi “beemm” melhor, mas suponho que a fama de outrora era para ofuscar desmandos e outros desvios. Ritual comum, em que fazem propaganda positiva para ofuscar abusos.
    Quem tinha a possibilidade de estudar em uma escola em que professores (ainda que contratados temporariamente) eram estudantes da USP, que havia professores que lecionavam em cursinhos e escolas particulares não ligava para escola que manda comprar uniforme, que tem uma “cúpula” talvez arbitrária, etc. Aliás, em um bairro cheio de problemas (Pq. Santo Antonio, Vaz de Lima, Maracá etc) e de falta de atuação do poder público, ter uma escola que se preocupa com um padrão típico da iniciativa privada faz toda a diferença.
    Contudo, ainda assim a escola ERA, na média, muito boa e havia bons professores e ainda outras excelentes exceções. A “cúpula” e os seus apadrinhados, no entanto, sempre foram perceptíveis a “olho nu” pelos alunos. Mas em terra de cego e tomando por base o binômio “custo-benefício”…
    De toda a forma, estamos HOJE em uma “era dos direitos” (todos têm direito, muitos não se lembram dos deveres) e considero que hoje uma denúncia tão forte de agressão não passaria em branco e seria facilmente provada. Alegar que apanhou e deixar que o fulano prove que não bateu, hoje, não é possível. Alegar que apanhou e apontar testemunhas (provar que apanhou) exige do ofensor provar que bateu, no mínimo, por legítima defesa. Do contrário…
    Em escola que aluno do noturno entrava armado, que fazia professor chorar (se de verdade ou não, é outra coisa) e não querer voltar à sala, não é crível que haja aluno que apanhe trancado em uma “masmorra” sem ninguém conseguir fazer nada.
    Pode haver – e é fácil e crível que haja – professor “picareta”, mas…

  2. Eduardo

    Falei aí embaixo sobre a escola adventista, mas há ainda outros comentários que precisam ser feitos..
    Tive seis professores que marcaram a minha vida até agora. Dois na faculdade e os demais, antes dela.
    Os que vieram antes da faculdade foram a que me alfabetizou e uma de química e matemática, na rede adventista; os outros dois eram do Leopoldo, sendo um servidor efetivo e o outro, na época, contratado. Este contratado era adventista, com um preparo que nunca vi antes. Alias, foi dele que ouvi, no Leopoldo, dentre as poucas vezes, a menção de aplicação concreta da matéria que ele ministrava naquela ocasião mostrando um caso da vida e uma prova do vestibular do Mackenzie. Foi mais ou menos dizendo o seguinte: “Olha o desperdício que vocês estão cometendo.” A partir daquela aula, muitos alunos acreditaram de fato que podiam sonhar, que apesar de tudo havia possibilidades. Era um professor adventista, engenheiro, que em razão da recessão da época, optou pelo trabalho digno do magistério sério. Apesar das dificuldades, fazia a diferença. Ficou pouco tempo, até obter sua recolocação.
    Tive também os piores professores, tanto na rede adventista como na rede pública.
    Quero concluir com a seguinte afirmação: gente competente e decente tem em todos os meios, em todos os setores e em todas a religiões.
    Agora uma outra reflexão: que tal ir aos cultos recomendados e também aos não recomendados para entender o motivo da restrição? Tenho certeza de que não perderá nada.

    • Cremilda Teixeira

      Sei não, mas nesse ítem eu não abro mão.
      Religião é pessoal e intransferível.
      A obrigação da direção religiosa é da família e ponto.
      Questão legal, estamos num estado laico.
      Lutamos tanto para tirar o estado na mão da igreja, não podemos retroceder.

      • Eduardo

        Não se trata de direção religiosa. Aliás, se tem algo que pelo menos a matéria Filosofia questiona (em tese, pois na prática pode ocorrer o contrário e por isso sugeri ir também ao(s) culto(s) não recomendado(s)) são as religiões. E acho que no Leopoldo não existe tantos inocentes para serem dirigidos na escolha da religião. Os inocentes, por lá, são bem poucos desde meados da década de 90… E não acho que com internet e televisão despejando “informação” o cenário tenha involuído.

      • Cremilda Teixeira

        Eduardo.
        O elo mais frágil da Leopoldo Santana são os alunos. Mesmo assim, sendo os maiores prejudicados,ainda assim parece que eles tem a tal da Sindrome e defendem seus algozes.
        Dizem um que defende um Coordenador que fecha a porta da sua sala e espanca alunos rebeldes, pesa muita denúncia desse CP
        Um aluno até pediu provas de tudo que se fala e escreve e entendemos que provas a gente dá uma só vez e diante do Juiz, a única autoridade credenciada para pedir provas.
        Então é isso. Tem uma lei que obriga o funcionário público a provar que é inocente. Funcionário Público é deferenciado mas de vez em quando a diferença é contra ele.
        A lei do Desacato diz que no exercício de sua função, então o funcionário tem que provar que o ato que ensejou a denúncia era exercício de sua função de fato.

      • Cremilda Teixeira

        Em tempo; desacatar quer dizer não acatar e ninguém deve acatar abusos nem de funcionário público e nem de ninguém .

  3. Eduardo Oliveira

    Estudei em escola adventista até a antiga 7ª série. Antes, porém, estudei em EMEI, onde tive aula com uma gracinha de professora que soube, depois quando fui para a escola adventista, ser da fé adventista…
    Hoje, vendo o passado, percebo que a escola adventista evitou que eu tivesse contato com muitas coisas ruins que abundam nas escolas públicas. Todavia, a filosofia da escola adventista, para uma criança que precisa enxergar o mundo, é uma cabresto, um tapa-olhos, tolhe, reprime.
    Por isso, apesar de tudo de bom que ela me proporcionou – e também me privou -, não sei se ela foi mais benéfica do que maléfica.
    O problema da escola adventista é o fanatismo de seus educadores, porque o sistema é o de uma comunidade. Parece que foi concebido para ajudar aos seus, mas acabou evoluindo sem perder a característica de “comunidade”, com todos os seus prós e contras.
    E que saber o motivo de minhas dúvidas: porque parte dos “caxias” que lá educavam hoje literalmente viraram a casaca e agem conforme tudo o que criticavam.

  4. Joyce

    Realmente isso acontece, sei exatamente quem é essa professora com essas descrições, sou estudando do Leopoldo Santana, já fiz esse trabaho que ela pediu, mais por mim, foi tudo bem, é uma questão de socialização, porém, quem nao quiser ir, nao deveria perder nota, por um absurdo desse .

  5. Muito bem! Viva os alunos que denunciam esses absurdos!!! Já estou mandando para o José Benedito.