Máfia do Giz: Em SP, escola pública é caso de polícia.

Mais uma notícia de um crime praticado pela escola pública de SP contra um aluno… Mais uma criança expulsa por não estar usando uniforme escolar…
A lei estadual 3.913/1983 proíbe a exigência de uniforme escolar… Mas, como já disse o presidente do sindicato de professores, “não importa o que diz a lei… na minha escola, não vai entrar ninguém sem uniforme”! (Veja o vídeo aqui: Autoritarismo na escola pública)
Ao barrar ou constranger alunos pela falta do uniforme, a Escola Estadual Stefan Zweig (zona lestes da capital de SP) comete o que foi chamado de “crime e chantagem” pelo governador José Serra em 2007: “Não apenas vamos afastar os responsáveis, mas também processar na justiça. Não se trata apenas de uma questão funcional. É um crime porque a escola pública não pode ser cobrada. Isso parece chantagem”, disse o governador (“Pais de alunos de escolas públicas reclamam do pagamento de taxas“, Telejornal SPTV – Rede Globo, 19/06/2007).
Como ninguém foi punido, como a Secretarai de Educação de SP está refém da corproação de maus professores e maus diretores, a prática de extorsão contra alunos, contra nossas crianças, é rotina nas escolas públicas de SP… quem não se submete à chantagem, quem não compra uniforme, quem não paga “pedágio”, quem não se submete às máfias do giz não fica na escola pública de SP…
É simples assim…

P.S.: Se a imprensa paulista tivesse isenção e coragem de denunciar os maus professores, esta imprensa iria a té a Escola Estadual Lucas Roschel Rasquinho para ver o que está acontecendo: há dias que os professores estão em “greve” contra a nova dretora, a diretora que quer moralizar aquela escola…

P.S. 2: jeannie_paulorenato
Nooossa, esse secretário de educação de São Paulo é um “gênio”, ele é um puxa-saco sem tamanho da corporação… não é à toa que foi ministro!!!
I Dream Of Jeannie

continua…
Veja o vídeo aqui: Autoritarismo na escola pública

Leia também:
– 22/10/2009 – Escola feudal não respeita lei republicana;
– 07/12/2008 – Quem tem coragem de filmar a *novela real* de Araraquara?
– 24/06/2008 – Junho é mês das quadrilhas nas escolas públicas
– 10/02/2008 – MP e a violência contra os alunos
– 28/06/2007 – Quem é besta de ficar contra a diretora???
– 21/06/2007 – Piada de brasileiro.

6 Comentários

Arquivado em Impunidade

6 Respostas para “Máfia do Giz: Em SP, escola pública é caso de polícia.

  1. Divino Jesus de Araujo

    Na questão do uso de uniformes em escolas publicas, fica algumas perguntas?
    Se o aluno compra e a escola vende, ai estabeleceu a pratica do comercio, quer dizer o aluno tem direito a escolher a cor o tamanho, e a exigir nota fiscal, pois afinal dentro do espaço publico é preciso ter licitações.

    Uma outra questão, quando exige-se o uniforme, está dizendo para o aluno que é mais importante a vestimenta que o aprendizado, se formos analisar a educação hoje dentro das escolas está faltando muito mais coisas que simplesmente o uniforme dos alunos.

    • Cremilda Teixeira

      Então, Divino, é isto mesmo
      Sem contar que exigir o uso de uniforme em escola pública é proibido por lei.

  2. victor hans

    vejam só a petulancia do coordenador emerson (afastado para concorrer ás eleiçes)

    afastado junto com a diretora por falsificar documneto )

    ele está parecendo um herói ai na reportagem né?

    o que ele está fazendo na escola se esta suspenso?

    meu Deus?

    ninguém enxerga nada?

    • cremildateixeira

      como assim Victor.
      O Emerson até onde sei, não está mais indo na escola e por enquanto não tem previsão dele voltar, está sendo investigado. Mesmo, para valer, segundo me garantiram…

  3. Percival

    Esse Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, essa educação ele aprendeu com a professora dele ou com a mãe.

  4. cremildateixeira

    Eu, Você, Todos pela Educação
    Notícias, Projeto rádios, Sala de imprensa

    Educação na mídia

    12 de outubro de 2010

    Escola barra aluno que não usa uniforme
    Colégios estaduais exigem uso da roupa, o que é proibido; alunos afirmam que já foram advertidos por escrito Secretaria da Educação diz que apura casos

    RAPHAEL MARCHIORI
    SÃO PAULO

    Renato (nome fictício), 14, foi barrado na porta da Escola Stefan Zweig, na zona leste, onde estuda. O aluno da 8ª série conta que estava sem o uniforme e, por isso, ficou sem assistir as aulas do dia.

    O episódio aconteceu no início deste mês e exemplifica uma prática irregular que Escolas estaduais de São Paulo têm cometido: a de barrar ou constranger alunos pela falta do uniforme.

    Além da Escola da zona leste, o uso do uniforme é obrigatório em ao menos três outras Escolas da zona sul – a Secretaria Estadual da Educação diz que apura os casos.

    Quem não tem uniforme, ou é barrado ou tem o nome anotado em uma lista e os pais são chamados. Há casos de alunos que dizem terem sido advertidos por escrito por descumprirem a regra.

    Na Stefan Zweig, os pais têm de desembolsar, no mínimo, R$ 75 -preço do conjunto composto por camiseta, calça e blusa de moletom.

    Já na Leopoldo Santana, no Capão Redondo (zona sul da cidade), a camiseta branca com golas azuis obrigatória custa entre R$ 15 e R$ 17 (a tipo polo).

    A Escola, ainda segundo pais e alunos, comete outra irregularidade: vende o uniforme dentro do colégio. A carteirinha, outro item obrigatório, também é vendida na Escola por R$ 13.

    Os alunos que se recusam a usar uniforme são obrigados a voltar para casa para buscá-lo. Os que não têm a carteirinha até conseguem entrar pelo portão dos fundos, mas, para sair, têm que esperar todos os outros colegas saírem antes.

    Os estudantes dizem que os reincidentes chegam a levar advertência, fato confirmado pelo coordenador da Escola Emerson Lima.

    No mês passado, a direção da Escola foi afastada temporariamente por irregularidades na atribuição de aulas. Desde então, parte dos alunos passou a deixar o uniforme em casa.

    Na professora Maud Sá de Miranda Monteiro, também no Capão Redondo, o uniforme também é obrigatório.

    A mãe de um aluno do 5º ano do fundamental diz que o conjunto (com camiseta, blusão e calça) custa R$ 60, valor que não é parcelado.

    “E temos que comprar dois, por que uma hora precisamos lavar. Se o governo quer obrigar, ele que forneça o uniforme”, diz ela, que há dois anos tirou o filho de uma Escola particular porque ficou desempregada.

    Na professor João Silva (zona sul), não há uniforme, mas a camiseta branca é obrigatória. A direção telefona para os pais dos que ignoram a regra e pede para que eles levem a roupa no mesmo dia.

    ILEGAL
    Proibir a entrada de estudantes por falta de uniformes ou carteirinhas é ilegal, afirma Cesar Calegari, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. As Escolas não podem impedir a entrada de estudantes, nem submetê-los a atitudes discriminatórias.

    “A Escola até pode sugerir o uso, mas essa obrigatoriedade não tem base legal.”
    Segundo ele, as Escolas também não podem vender o uniforme, pois não podem fazer transações financeiras.

    Secretaria diz que exigência é ilegal e que apura as denúncias

    SÃO PAULO

    A assessoria da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo disse que é irregular a exigência do uso do uniforme nas escolas estaduais e que já investiga as denúncias feitas por pais e alunos.

    A Diretoria de Ensino já considerou procedentes as informações de que a escola Leopoldo Santana, na zona sul, obrigava o uso de uniformes e de carteirinhas.

    O caso agora está sob investigação da Procuradoria Geral do Estado e, se as denúncias forem confirmadas, a direção da escola poderá até ser exonerada.

    O coordenador da escola, Emerson Lima, que no momento está licenciado por ter concorrido às eleições como deputado estadual, confirmou à Folha por telefone a exigência da escola. Ele disse que ela consta no estatuto da instituição aprovado, inclusive, pelos pais de alunos.

    Uma comissão de supervisores será encaminhada à Escola Stefan Zweig, na zona leste, nesta semana para apurar as denúncias.

    A secretaria disse ainda que as escolas Professor João Silva e Professora Maud Sá de Miranda Monteiro, ambas na zona sul, negaram a prática para a diretoria de ensino responsável por elas.

    De acordo com as escolas, nunca nenhum aluno foi impedido de assistir às aulas.
    Alguns estudantes defendem o uso do uniforme como forma de evitar que pessoas estranhas entrem na escola.

    PERGUNTAS E RESPOSTAS

    A Escola pode adotar o uso de uniforme para seus alunos?
    De acordo com a lei, as Escolas estaduais paulistas podem adotar o uso do uniforme, mas não obrigá-lo. Além disso, a adoção precisa ser aprovada pelo Conselho de Escola.

    Como ficam aqueles que não têm condições financeiras para comprar?
    A instituição tem de definir algumas alternativas viáveis para os que não podem comprar (como a doação de uniformes, por exemplo).

    E proibir a entrada de um aluno por não usá-lo?
    A Escola não pode fazer determinações que impeçam a frequência dos alunos às aulas, nem sujeitá-los à discriminação ou constrangimento.

    A quem é possível recorrer nesses casos?
    Pode-se recorrer à Diretoria de Ensino da instituição.

    Fonte: Folha de S.Paulo (SP)

    Ver todas as notícias de Educação na Mídia

    TodosEducacao: “Diga claramente à sociedade que o verdadeiro palácio republicano é a Escola pública” – R.NAVES e C. GAZON em http://bit.ly/99oWGT
    16:30 | 13.10.2010

    Direitos Reservados – Todos pela Educação Worbi